Durante uma formação sobre direitos fundiários, e ambientais em contexto de mineração promovida pela equipa de Projecto “Direitos Humanos e Mineração” sob implementação da Comissão de Justiça e Paz e Integridade da Criação, ocorrida nos dias 17 e 18 de Outubro de 2025, Na cidade do Dundo, ficou claro o quando a mineração transporta nos seus meandros potenciais riscos a integridade das pessoas vivendo sob o impacto de zonas ricas em diamantes.


As comunidades nunca mais foram as mesmas, depois que a exploração massiva de diamantes aluvionares passaram a fazer parte do quotidiano de muitas pessoas da Lunda Sul e da Lunda Norte.
Na formação em que pareticiparam mais de 90 pessoas vindas das comunidades que enfrentam o impacto severo da mineração, foram ouvidos testemunhos sombrios sobre a vivência e o dia a dia destas comunidades frágeis.
Dos relatos constam: a limitação de liberdades de circulação, colocada pela as empresas de segurança que ocupam extensas áreas, fazendo com que os homens sejam permanentemente suspeitos de extracção artesanal e daí alvo da violência e da limitação de circuçção. Tal facto implica entraves à actividade agrícola, pois as matas são maioritariamente privadas. João António um participante diz que só as mulheres podem chegar ao rio na sua comunidade.

Outro drama é a concessão arbitraria de terras para actividade mineira, colidindo com os direitos fundiários comunitários que vêm cada vez mais os seus espaços de sobrevivência absorvidos pelas empresas. Maria Antónia revela que as aldeias vivem debaixo de cercas que limitam a agricultura e confinam as residências a espaços cada vez mais limitados.
A degradação ambiental que sempre acompanha a actividade mineira está sempre presente com estas mesmas empresas a desreipeitarem quase sempre as obrigações legais de estudos de impacte e da compesnsação em caso de danos ambientais.


A Formação envolveu o conjunto de actores que integram os núcleos e as oficinas comunitárias que o Projecto Mineração e Vida da Comissão de Justiça e paz pretende implantar no terreno. Com este projecto que vai no seu primeiro ano pretende-se promover o dialogo entre as empresas e as comunidades para o desenvolvimento harmonioso no extricto respeito das direitos ambientais, fundiários e sobretudo dos direitos humanos no contexto da sua actividade produtiva das empresas… Um caminho longo que começou a ser traçado através da iniciativa suportada pela Ajuda da Igreja Norueguesa.
